"Sou tão baiano como Cae e Gil. adoro a Bahia etc. mas não vim com o Tropicalismo. Apesar de adorar e admirar aquele trabalho tão importante eu sempre estive no rock , desde 1957. Elvis. Tenho tudo dele. Os primeiros disco que comprei , em 56. Uma carta de empresário dele para mim. Era "macaco" do Elvis. Na Bahia.

Eu sempre quis ser cantor, de rock. Foi a única música que me influenciou. Antes disso minha inclinação era a literatura. Estuva muito filosofia, literatura, e não tinha tempo para cantar profissionalmente; nunca havia pensado que a música poderia ser um veículo importantíssimo para dizer o que eu queria. Quando tomei conciência disso foi ótimo. Gosto de falar de mim. Sou individualista.

O rock é o melhor ritmo para gente dizer uma porção de coisas.

Daí eu juntei Luiz Gonzaga e Elvis. Eu não fiz um ritmo "Rock-baião". Isso foi informação musical. Aconteceu.

Em 57 eu já cantava no rádio junto com Waldir Serrão.

O som Let me Sing é de 56; apesar de parecer uma gozação eu acho esta música seríssima. é apenas o ínicio de um trabalho muito grande que eu pretendo desenvolver degrau por degrau.

Não tenho estilo, eu tenho é muita coisa para dizer. E digo.

Eu creio na abertura mental que vem por aí. Até então as portas estavam fechadas. Devagar eles vão se abrindo e nunca mais, nunca mais se fecharão.

Esse será o grande dia!

O princípio da aventura fantástica!"

Temperamento: nervoso, irritado , sensível.
Hobby: colecionar discos antigos.
Prazeres: cinema e leitura (leio muito).
Atividades anteriores: professor de inglês, estudante de direito, cantor e lider de conjunto.
Hoje: produtor de discos , cantor e compositor, escrevo p/ revista 2001.
Personalidade: impossível de definir com palavras. Sou um monte de coisas, partículas que juntas formam RAUL SEIXAS. Mas onde realmente estou?? No hipocondríaco? No compositor popular? no estudio? no poeta surrealista?? No esteta ou no cantor de rock? no agnóstico? Sei lá, é dificil dizer assim...
Religião: "Deus é o que me falta para compreender o que eu não compreendo".
Literatura: surrealismo.
Pintura: Dalí.
Música: as que me agradam. Acho o rock melhor para dizer o que eu sinto.
Hippies: inércia. Gimme Shelter.
Desejo: ser eterno.
Política: não acredito em verdades absulutas.
Maravilha: a máquina/o universo.
Cor: não importa.
A Palavra: causadora de tantos males.
Do que você gosta? Não sei; é mais facíl dizer do que eu não gosto.
Você escova os dentes todos os dias? Sim.
Quantas vezês? Três.
Qual pasta que você usa? Uma porção delas.
Que que você mais gosta na TV? A idéia do invento. É incrível a gente ver as pessoas dentro da tela , sabe? Até hoje eu me intusiasmo com isso.
Que acha sobre o certro e o errado? Essa foi a melhor pergunta até agora, mas eu não sei nada sobre este assunto.
Diga uma palavra que você tem birra. Birra.
A vida: um jogo.
Livro do momento: O Despertar dos Mágicos.
Artista brasileiro: Ady Cooper. (o cara é fantástico.)
Artista estrangeiro: Lennon , Zappa , Dylan, Presley (nos anos 50).
Atores: Piter Lorre, Perkins, Deneuve...
Adágio na sua parede: "Que o mel é doce é coisa que me nego afirmar , mas qye parece doce , afirmo plenamente".
Desejo: Publicar meus escritos.
Outro: Pegar um disco voador e ir embora.
E enquanto o disco não vem?? Eu continuo a fazer careta no espelho.
O que você prega? Pregos (muito mau).

"Nasci em 45 , no final da guerra, portanto minha juventude foi uma juventude pós-guerra. necessariamente. Comei a usar cabelo do James Dean , blusão de couro e a beber cuba-libre, o que espantava meus pais burgueses de classe média: "Um menino que teve tudo , nasceu em berço de ouro, mimado , por que age assim!?" , meus pais se indagavam."

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