* Estas quatro composições, inéditas no Brasil, foram gravadas este ano nos EUA , pelo companheiro americano de Raul , Jay Vaquer, no CD de título Relembrando Raulzito.

Tony e Frankie(Raul Seixas/Jay Vaquer)

Não fico mais aqui , seu moço
Por favor me dá carona nesse caminhão
( 4 vezes )
Eu fico sempre aqui parado
Nunca faço nada pra me adiantar
Agora vai ser diferente , vou seguir em frente
Sem me preocupar

Já passa das cinco da tarde
Vou me iluminar se eu vou ficar aqui
E antes que o galo cante que o sol levante
Eu tenho que seguir

Não fico mais aqui , seu moço
Por favor me dá um carona nesse caminhão
( 4 vezes ).

Sem você(Raul Seixas/Jay Vaquer)

Jamais estive tão seguro de mim mesmo
quando escolhi a letra certa do grande amor
não é possível que meu coração me engane
o que ele sente é positivamente amor
Into é inveja , fruto vindo de infortúnio
de infelizes que o amor não conheceu
Se Deus quisesse que esse ciúme me deixasse
não teria indicado com um presente seu
Uma paixão pode ser vista pelos olhos
daquele alguém que traz um brilho interior
o nosso amor se corresponde muito atualmente
nós somos surdos para o falso relator
a nossa vida tão completa de harmonia
que não dá margem para o nosso amor morrer
se desse ouvidos olha só a maldade vinha
minah vida ao invés de cheia era vazia sem você

Escravos da Terra(Raul Seixas/Jay Vaquer)

A Terra deu tudo para o homem
água limpa , ar puro e alimentação
e chuvas que molhavam qualquer plantação
o mundo inteiro vivia em harmonia
a natureza perfeita, dia após dia
pintou o homem com o fogo na mão
criou carros , represas e armas de destruição
lá foi o ar e a água, contaminação
A Terra sabia transar com o homem
e agora os homens só podem ser

Escravos da Terra
para sobreviver
escravos da Terra
senão a terra vai botar pra foder

What Child is This(Raul Seixas/Jay Vaquer)

I fear that mouth smiling ,
Those empty eyes beguiling ,
I fear the vampire from the abyss.

That Shiva-Blue goat's face
Wrapped in Hell's Smoke's embrace
Brings me sun wine in just one kiss.

Waning moon on the mountain,
Blood and night in life's fountain,
Oh! Those shadows that stir!...

Poison stifling my soul ,
Bitter black cup of woe,
Frankincense, gold and myrrh!...

Killer sosubtle and bloody,
Rood cross gore smeared and muddy
Death-dealing breath oh newborn child!

Pulsing cock hard and shameless
Crowing the new dawn blameless ,
Voice crying lonely in the wild!...

Poema Inédito (sem título)
de Raul Seixas, escrito entre 1968 e 1969.


Já não importa
a falta
já não importa
a porta
já não importa
a comporta
que segura sua ira
o comportamento lamento lento
do apartamento morto
sem janelas
já não importa
a horta da hortelã
a escada de incêndio
do meu peito em chamas
já não importa
a infância fechada
a ferida aberta
que nunca cicatriza
a brase acesa do cigarro aceso
queimando eternamente
a minha carne
mas ainda assim...
já não importa
já não importa
a presença
a sentença
o que me importa
é esse não me importar constante
a estante
o instante
o segundo/ o primeiro
quero ser o último da sala
de jantar
o último da fila da repartição
o último a morder o pão
nosso de cada dia
e o primeiro a morder sua bochecha
chocha cheia de fumaça
verde pálido
mas mesmo assim
já não interessa
a pressa
não importa
o salário
o mendigo morto
a baba , afogado no mar de merda
já não importa a falta que o travesseiro me faz
já não me importa sua cara de bronze
seu cu fedorento
que peida escondido
a careta que eu faço no espelho
já não tem graça nenhuma
não importa o que eu quero
é estar presente
no dia e na hora
no minuto e no segundo
e no lugar que eu peidar em sua presença.

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